terça-feira, 24 de novembro de 2009

Deixa sentir... a lua

Ela tinha atitudes em tudo incoerentes.
Ela tinha saudades, em tudo inocentes.

Deixava-me a pensar, sequer... será bom ou será mau?

Mas entretanto, deixava-me pensar. E eu ficava fascinando aquele mundo incrível.

Deixava na estrada rasteiras de areia, para que eu pudesse desfrutar da sombra azul de Mar que traziam.

Deixava cones na estrada, para que eu visse o vermelho de quem curva.

Ou deixava anteriores pensamentos, gritando na rua como se chamasse a noite -- eterna noite!

Deitava artérias, pulando, no chão.



E deixava-me enfim, desgasta de mim mesmo, cair no chão, como planta de inverno.

Feito lua fria, esguia, sentida, perdida na noite.



Ela tinha sentidos onde a estrada acabava.

Deixava-me pensar, em paz -- que mundo haverá?

E ao triturar
A noite
Pensando
A lua jazia

Mas entretanto, deixa-me pensar!

Fascinar esse mundo imóvel.

Deixa na estrada rasteiras de areia,
Eu quero entrar na gruta
Sombra azul do Mar
Sombra azul do Mar

Olhó vermelho
Pinta na chuva
Deixa a areia
Cavar tua lua...

Ou deixa...

Caminhar na lua...

Ou deixava pensamentos anteriores, falar mais alto, como se a noite cantasse, dentro de si.

Deixava artérias, pululantes, sentir o ritmo da lava.

Escrava, negra, batendo em mim.

E sentia a chuva, do céu a cair, como um grito, um desejo, sacado ao fim.

E deixava-me enfim, desgasta de mim mesmo, cair no chão, como planta de inverno.

Feito lua fria, esguia, sentida, perdida na noite.

Deixa entrar, caminhar na lua...
Deixa entrar, caminhar na lua...

Peça, presa,
Onde, estancas.

Ave, presa,
Nos-bar-rancos...

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